Economia Criativa

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Desde 1986, houve uma transformação na percepção do papel da cultura no campo econômico e social. A importância do vínculo entre cultura e desenvolvimento está recebendo maior reconhecimento de agências de ajuda e especialistas. A cultura é vista cada vez mais como um meio de desenvolvimento, isto é, como um meio para o fim de promover e sustentar o progresso econômico, e como um efeito de desenvolvimento, isto é, dando sentido à nossa existência. Pode gerar receitas através do turismo, artesanato e artefatos e contribuir para o desenvolvimento sustentável de uma região e de um país. É reconhecido que a cultura influencia o comportamento das pessoas, sua contribuição para o processo de desenvolvimento econômico, seu desenvolvimento social e seu bem-estar (UNESCO, 1995).

“Cultura como sendo o conjunto de características espirituais e materiais, intelectuais e emocionais que definem um grupo social. (...) englobando modos de vida, os direitos fun- damentais da pessoa, sistemas de valores, tradições e crenças, e o Desenvolvimento como um processo complexo, holístico e multidimensional, que vai além do crescimento econômico e integra todas as energias da comunidade (...) fundado no desejo de cada sociedade de ex- pressar sua profunda identidade. As definições desses dois fenômenos historicamente vistos como tão diversos são de tal proximidade que se tornam quase permutáveis” (JUREMA MACHADO, no Plano da Secretaria da Economia Criativa)

“a economia criativa funde as fronteiras entre a economia da cultura e a economia do conhecimento, abarcando a totalidade da primeira e parte da segunda – especificamente aquela que encapsula conteúdos simbólicos, a exemplo de software de lazer, animação e aplicativos, que revelam determinado modo de pensar, profundamente moldado por aspectos culturais. […] A economia criativa tem por centro os setores (ou indústrias, no jargão econômico) criativos, mas envolve todo o leque de encadeamentos gerados por efeito multiplicador da criatividade ” (Ana Carla Fonseca)

“há duas maneiras para compreender o que é a cultura em economia da cultura. Antropologicamente, a cultura está ligada com a identidade e a identi cação do indivíduo ou grupo. Já na perspectiva de negócios, os bens culturais podem ser produzi- dos como em uma indústria, tendo sua cadeia produtiva artesanal ou em larga escala, mas que no m haja uma mercadoria, um produ- to cultural que seja negociável no sistema da economia. ”

A UNCTAD (Creative Economy, 2008) auxilia a compreender melhor a informação fornecida por Howkins, que percebeu a relação da criatividade com a economia, se expandindo para um universo próprio em que as regras e comportamentos do mercado tradicional, industrial de base, não se aplicavam em sua totalidade afirmando que a economia criativa é um conceito baseado em potencializar a criatividade gerando crescimento econômico e desenvolvimento, criando novos postos de trabalhos, promovendo a inclusão social, cultural, a diversidade e o desenvolvimento humano.” (Cleber Morelli-Mendes)

“os setores criativos são aqueles cujas ativi- dades produtivas têm como processo prin- cipal um ato criativo gerador de um produ- to, bem ou serviço, cuja dimensão simbólica é determinante do seu valor, resultando em produção de riqueza cultural, econômica e social.” (PLANO DA SECRETARIA DA ECONOMIA CRIATIVA)

“os setores criativos vão além dos setores denominados como tipicamente culturais, ligados à produção artístico-cultural (música, dança, teatro, ópera, circo, pintura, fotografia, cinema), compreendendo outras expressões ou atividades relacionadas às no- vas mídias, à indústria de conteúdos, ao de- sign, à arquitetura entre outros.” (PLANO DA SECRETARIA DA ECONOMIA CRIATIVA)